Pedidos do governo de SP de acesso a trechos da Lava Jato não tem resposta
O corregedor Ivan Agostinho | Foto: Divulgação / Governo de São Paulo
Os pedidos de acesso a trechos da Operação Lava Jato feitos pelo governo de São Paulo, para verificar denúncias que envolvem o Estado, estão parados. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, as solicitações do compartilhamento de informações foram feitas pela Corregedoria Geral da Administração(CGA), direcionadas ao juiz federal Sergio Moro, mas o órgão estadual afirma nunca ter recebido resposta. Os pedidos da CGA se destinam a iniciar investigações paralelas em âmbito administrativo para apurar suspeitas de irregularidades com a participação de servidores. Para isso, o órgão precisa de acesso às menções a empresas que possam ter se envolvido com o cartel de trens, cuja apuração já está em andamento no CGA. Também foram citadas obras do Metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), com suspeita de pagamento de propina. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, é apontado como a figura por trás do codinome “Santo” das planilhas da Odebrecht, que executou obras do Metrô. O apelido é citado em e-mail de 2004, ligando-o a um repasse de R$ 500 mil. Segundo a assessoria do tucano, o codinome "aparece em outros documentos oficiais apreendidos na Lava Jato referentes aos anos de 2002 e 2004, sem qualquer relação com eleições disputadas pelo governador". O presidente da CGA, Ivan Agostinho, já considera ir a Curitiba para cobrar uma resposta. Os pedidos são feitos a Moro por ser o responsável por decretar o sigilo sobre as investigações e pode liberar o acesso. A assessoria do juiz não se posicionou.
