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Aladilce sugere que ACM Neto ‘jogou para a Câmara’ decisão sobre aumento de salário

Por Guilherme Ferreira / Rebeca Menezes

Aladilce sugere que ACM Neto ‘jogou para a Câmara’ decisão sobre aumento de salário
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou o aumento aprovado pela Câmara de Salvador nesta segunda-feira (19). Com o texto, vereadores, o prefeito ACM Neto (DEM), o vice Bruno Reis (PMDB) e os secretários municipais terão reajuste de 24,62% a partir de janeiro de 2018 (leia mais aqui). “A gente manteve, foi uma decisão do PCdoB. Inclusive, tem o posicionamento do MP-BA de que essa alternativa encontrada não é constitucional. Mas o fundamental é que o momento para reajuste nas condições em que nós estamos, sem reajuste para servidores, com uma crise econômica [...], eu acho que é incoerente a gente reajustar o salário”, lamentou. Para Aladilce, Neto “jogou a responsabilidade para a Câmara” ao não interferir na votação, já que ele havia prometido não aumentar o próprio salário no próximo ano (entenda aqui). “Ele formou uma opinião pública na cidade de que não haveria reajuste para ele nem para os secretários. [...] Passa para a cidade a impressão de que ele tem uma postura mais austera do que a Câmara e de que a Câmara está aumentando à revelia do prefeito”, avaliou. Membros da bancada governista alegaram que a decisão do aumento também vai beneficiar servidores municipais ao aumentar o teto das categorias. Porém, para Aladilce, isso só vai beneficiar aqueles que recebiam acima do máximo previsto. “Os servidores que ganham acima do teto, eu acho que não devemos ter redução de remuneração, mas temos que olhar também os servidores que ganham abaixo do teto. Esses ficaram com o salário congelado. Então acho que chegamos a uma situação complicada, muito pela atitude do prefeito, que não tratou dessa situação antes”, explicou. Também da bancada de oposição, Vânia Galvão (PT) questionou as afirmações de que seu voto contrário seria “demagógica”. “A posição é política do partido. Eu não aceito que seja taxado de decisão demagógica ou oportunista. Isso tem aproximadamente um mês, foi aprovado pela executiva e referendado pelo diretório municipal. [...]Diversas câmaras municipais têm se colocado contrárias ao reajuste, inclusive a de São Paulo. E olhe que São Paulo é uma cidade muito mais rica que Salvador”, comparou.