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Oficialmente contrário a aumento, Câmara participa de articulação para votar reajuste

Por Guilherme Ferreira

Oficialmente contrário a aumento, Câmara participa de articulação para votar reajuste
Foto: Max Haack/Ag Haack
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Paulo Câmara (PSDB), garante que não defende reajuste salarial para os vereadores (veja mais). No entanto, colegas da Casa asseguram que a intenção do líder do legislativo é oposta. Após a sessão desta terça-feira (13), na qual Câmara disse ter sido pressionado para colocar o aumento na ordem do dia, líderes da Casa se reuniram e optaram por debater o tema na próxima segunda-feira (19). No entanto, Câmara teria sinalizado já no encontro desta semana que se posicionará a favor do reajuste. Vereadores se apoiam na ideia de que a Mesa Diretora é a responsável por apresentar uma proposta de alteração no salário e aguardam um novo posicionamento do presidente. O regimento interno da Casa classifica que a "atualização automática do subsídio dos vereadores" deve ser feita na forma de Decreto Legislativo, que por sua vez só pode ser elaborado pela Mesa Diretora. Nos bastidores, muitos argumentam que o aumento é necessário, pois os vereadores podem aprovar o reajuste somente uma vez a cada quatro anos, sempre no final da legislatura. Por isso, a medida teria que ser apreciada no plenário antes do início de 2017, e o índice de aproximadamente 24% equivale ao que foi oferecido de reajuste para os servidores municipais nos últimos quatro anos. Uma corrente na Câmara propõe que o reajuste seja aprovado este ano, mas que ele só passe a valer a partir de 2018. Por outro lado, as bancadas do PT e PCdoB já se posicionaram oficialmente contra a alteração no subsídio, apontando o contexto econômico atual do país. Cabe ao colégio de líderes da Câmara definir na segunda qual proposta sai do papel.