Wagner nega que redução de ICMS tenha sido direcionada à Braskem
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O ex-governador e coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), Jaques Wagner, detalhou na manhã desta segunda-feira (12), em entrevista ao radialista Mário Kertész, na rádio Metrópole, como funcionava sua relação com a Odebrecht – ele foi citado em depoimento de delação premiada por um ex-executivo da empresa, Cláudio Mello Filho, como um dos políticos que pediram dinheiro a empresa e receberam caixa 2. Sobre a redução do ICMS sobre o nafta, que beneficiou, entre outras empresas, a Braskem, o ex-ministro afirma que decidiu fazer o programa logo após ter sido eleito, por ocasião dos 30 anos do Polo Petroquímico de Camaçari, seu reduto político. A ideia, de acordo com Wagner, era lançar o desafio do “Polo Mais 30”, com foco no futuro do centro produtor. “Fez-se um grupo de trabalho para não esvaziar mais ainda o Polo Petroquímico”, disse. As discussões envolveram a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração e o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic). “Viram que o ICMS sobre a nafta era o elemento que inibia novos investimentos, havia crédito acumulado e as empresas não se sentiam à vontade para investir”, afirmou, para acrescentar: “Essa renúncia fiscal não foi feito para uma empresa foi feito para o Polo [...]. É obvio que a Braskem se beneficiou disso aí. Se depois disso eles resolveram me dar alguma ajuda, é um problema deles”. Ele destaca que as doações estão constantes em suas prestações de contas e que “não existe relação de causa e efeito” entre sua ação e as doações da Odebrecht.
