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Reconstituição da morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle é realizada sem Kátia Vargas

Reconstituição da morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle é realizada sem Kátia Vargas
Foto: Reprodução / Correio
A reconstituição da morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes em outubro de 2013, durante acidente envolvendo a médica Kátia Vargas (relembre
), ocorreu neste domingo (11), na avenida Oceânica, em Ondina, local da tragédia. Acusada de ter assassinado os jovens, Kátia não acompanhou a ação. Quem também não compareceu à reconstituição foi a mãe das vítimas, Marinúbia Gomes. Emocionada, a tia dos irmãos, Mércia Gomes, afirmou que Marinúbia não teve ânimo para reviver o caso. Ela aproveitou para pedir justiça. "Ela vai reviver como os filhos morreram? Psicologicamente não é bom para ela. Essa avenida é uma coisa mortal a cada dia que passamos por aqui. Essa reconstituição é necessária para fechar o círculo, pedimos justiça incansavelmente. Essa Kátia Vargas entrou em contradição. Disse que saiu correndo pensando que era assalto, mas o juiz perguntou se ela tinha o hábito de correr atrás de ladrão. Isso foi um ataque de fúria de uma dondoquinha que passou a perseguir e matá-los. Kátia Vargas é desequilibrada e está atendendo. Minha irmã não tem ânimo para viver. Por esses dias Emanuele estaria formando em direito. A vida de minha irmã é um vazio", afirmou em entrevista ao Correio. Os trabalhos da reconstituição foram presididos pela juíza Gelzi Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, a pedido do Ministério Público da Bahia. A ação do Departamento de Polícia Técnica (DPT) contou com a presença de peritos do DPT, policiais, fotógrafos e professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Foram utilizados veículos do mesmo modelo que a médica e os irmãos utilizavam quando o acidente ocorreu. A reconstituição foi comandada pelo perito criminal Paulo Botelho e acompanhada pelo diretor do Departamento de Polícia Técnica, Elson Jéferson Neris Silva. Estiveram presentes também o advogado da médica Kátia Vargas e um perito contratado por ela. Acusada de homicídio qualificado, a médica vai a júri popular. O julgamento, no entanto, ainda não tem data marcada.