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Operação prende advogados por ligação com facção criminosa em São Paulo

Operação prende advogados por ligação com facção criminosa em São Paulo
Vice do Conselho Estadual de Direitos Humanos | Foto: Reprodução / TV Globo
Seis advogados foram presos na manhã desta terça-feira (22) em Presidente Prudente (SP) durante a operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo para prender 41 pessoas ligadas a uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios paulistas. São cumpridos mandados em 20 municípios simultaneamente. Segundo informações do portal G1 SP, além dos oito advogados, também foi preso o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, suspeito de receber R$ 4,5 mil por mês da organização criminosa. Ele foi detido em sua casa em Cotia, na região metropolitana de São Paulo.  Ele e os outros advogados são investigados por suspeita de movimentar dinheiro do crime organizado em suas contas bancárias, além de ajudarem na criação de um banco de dados com nomes e endereços de agentes penitenciários e seus familiares – assim, essas pessoas poderiam ser mortas quando a facção criminosa considerasse necessário. Também foram realizadas buscas na sede do Condepe, no centro de São Paulo, para apreender objetos e o computador usado por Santos. A apuração começou em Presidente Prudente, cidade que abriga dois presídios de segurança máxima, após a interceptação de uma carta por um agente penitenciário em maio de 2015, durante varredura de rotina. A facção possui uma célula batizada de “sintonia dos gravatas”, em menção ao núcleo jurídico da facção criminosa. O departamento foi criado inicialmente para prestar serviços jurídicos aos criminosos, mas os integrantes passaram a ter outras funções na organização. Segundo a polícia, dois advogados, membros da célula, prometeram à liderança da organização a integrantes se tornassem conselheiros do Condepe. A tentativa frustrada resultou na aproximação com Luiz Carlos dos Santos, oferecendo dinheiro em troca de “serviços escusos” do Condepe.