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Previdência e assistência social aumentaram gastos públicos, diz Meirelles

Previdência e assistência social aumentaram gastos públicos, diz Meirelles
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu e justificou nesta segunda-feira (21) as medidas de ajuste fiscal que estão sendo tomadas pelo governo Michel Temer, em especial a PEC do Teto dos Gastos e a reforma da Previdência. Para ele, a saída para equilibrar as contas do governo é a contenção permanente de despesas e o aumento temporário das receitas. O conselho voltou a se reunir nesta segunda no Palácio do Planalto. Com renovação de 67% dos membros, a 45ª reunião do chamado Conselhão tem como tema a retomada do crescimento econômico. Esta é a primeira reunião do grupo no governo Michel Temer. Para Meirelles, os gastos com a Previdência, a assistência social e os programas de transferência de renda foram responsáveis pelo crescimento expressivo dos gastos nos últimos anos. Segundo ele, apenas para manter o tamanho do déficit da Previdência seria necessário aumentar a carga tributária em 10% do PIB. “Mantida a tendência de crescimento da despesa, a dívida bruta ultrapassaria 100% do PIB em poucos anos”, afirmou, acrescentando que a carga tributária brasileira é a maior da América Latina. Para Meirelles, é necessário otimizar o uso dos recursos públicos. “Que os programas de assistência sejam para aqueles que precisam. É necessário reformar a Previdência e reduzir a rigidez do orçamento, desvincular e desindexar. Muitos gastos estão indexados à receita e isso garante o seu crescimento muitas vezes acima do PIB”, disse. De acordo com a Agência Brasil, o ministro ressaltou que mais de 75% do total das despesas do governo são definidas pela Constituição e que nos últimos anos a política econômica buscou, por exemplo, o crescimento com a expansão do crédito. “Só que os custos dos sucessos das medidas foram transferidos para o Tesouro Nacional. De 2007 a 2015, o crescimento das despesas primárias cresceu 56%, que foi o triplo da elevação do PIB, 18%”, explicou.