Citado na Operação Acrônimo, Grupo Caoa anuncia mudança de presidente
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O Grupo Caoa, citado em investigações envolvendo a Operação Acrônimo, anunciou nesta quarta-feira (16) a substituição do presidente, Antonio Maciel Neto, por Mauro Correia. Maciel Neto apareceu nas investigações envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), supostamente beneficiado num esquema protagonizado pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso em abril de 2016. Em representação enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a PF sustenta que, após o início da Operação Acrônimo, Bené, um de seus funcionários, identificado como Fábio de Mello, e o executivo da Caoa, Antônio Maciel, montaram um esquema para "ludibriar" os investigadores. Para justificar o recebimento do dinheiro da Caoa, eles teriam copiado um trabalho de mestrado, feito por terceiros, e inserido em seguida o timbre das empresas de Bené, além de outras adulterações. Conforme documentos da investigação, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, o empresário forjou um trabalho de consultoria para justificar o recebimento de R$ 2,1 milhões da Caoa, que fabrica veículos Hyundai no Brasil. O novo presidente do grupo está na empresa desde fevereiro de 2014.
