Moro manda PF tirar nome de Toffoli de relatório sobre Bumlai: 'Não tem base empírica'
Foto: Dorivan Marinho / SCO / STF
O juiz federal Sergio Moro determinou que fosse retirado o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli de um relatório da Polícia Federal sobre o pecuarista José Carlos Bumlai. Assinado por um agente da PF, o documento afirma que a família Bumlai detinha influência política grande durante o governo do Partido dos Trabalhadores e que essa influência "não era somente em agentes políticos da Administração Pública, mas também na Suprema Corte, na pessoa do ministro Toffoli". De acordo com O Globo, o relatório foi feito com base no material apreendido com Maurício Barros Bumlai, filho de José Carlos, já condenado na Lava Jato, em referência ao arquivo do número de telefone de diversas autoridades públicas. Apesar da afirmação sobre a influência da famíia, o relatório pondera que "a simples menção a nomes e/ou fatos (...) por si só não significa o envolvimento, direto ou indireto dos citados em eventuais delitos objeto da investigação em curso". Moro considerou que, apesar da ressalva, a conclusão do relatório "não tem base empírica e é temerária", já que ter na agenda número de telefone de autoridades não significa que um investigado tenha influência sobre elas. Moro disse ainda que o docuemnto contém "afirmação leviana" e que os relatórios devem se resumir a fatos constatados. Segundo O Globo, a intimação foi feita por telefone.
