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16 Dias de Ativismo: AL-BA debate violência contra mulheres na diversidade

16 Dias de Ativismo: AL-BA debate violência contra mulheres na diversidade
Foto: Divulgação
Debates sobre “violência na diversidade” marcaram a sessão especial que  marcou a abertura da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher, na manhã desta quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O alerta feito pela ONU, de que o Brasil é o país onde mais se mata travestis e transsexuais no mundo, norteou o encontro. “De 2008 a 2014 foram assassinadas 604 mulheres trans no nosso país. Por isso, abrindo de forma antecipada a campanha Internacional, optamos por falar desse tema que é tratado timidamente. A Lei Maria da Penha, que tem avançado nessa uma década em vigor, também se aplica a casos de violência contra lésbicas. E é isto que buscamos visibilizar, para além da violência cotidiana contra mulheres cisgêneras”, explicou a deputada estadual Luiza Maia (PT). A transexual e conselheira estadual de Proteção dos Direitos Humanos, Copélia Rousseff, denunciou o preconceito latente: “Uma trans não passa despercebida na sociedade sem que sofra piadinhas e constrangimentos. Porque essa sociedade aceita que dois homens peguem em armas, mas não tolera que dois homens dêem as mãos em público”. Também participaram da mesa debatedora a presidente da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher da OAB/BA, Lia Barroso, o defensor Público Rodrigo Alves (Vara da Violência Doméstica contra a Mulher), a advogada Laina Crisostomo, representante do coletivo Tamo Juntas (grupo de advogadas que atende mulheres vítimas de violência de forma gratuita), Jucinalva Peruna, representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Além disso, também estiveram presentes a capitã PM Paula Queirós, subcomandante da Ronda Maria da Penha, a vereadora Aladilce (Comissão da Mulher da CMS), a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/BA, Andrea Marques; Silvia Lúcia Ferreira (NEIM-UFBA), a delegada titular da DEAM de Brotas, Heleneci Souza; e a estudante secundarista Catarina Bahia, do Movimento Ocupa Tudo.