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Após negativa em plebiscito, governo colombiano e Farc tentam novo acordo

Após negativa em plebiscito, governo colombiano e Farc tentam novo acordo
Foto: Las 2 Orillas
Em uma tentativa de salvar o acordo entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o presidente Juan Manuel Santos enviará nesta sexta-feira (4) negociadores a Cuba. Segundo informações da Agência Brasil, eles estão levando 400 propostas de emenda ao documento que já havia sido assinado por Santos e representantes das Farc, rejeitado no plebiscito realizado no dia 2 de outubro. Diante do resultado inesperado da consulta popular, o presidente colombiano e as Farc decidiram fazer nova rodada de negociações, incluindo os líderes do movimento pelo “não”, que se opuseram ao primeiro acordo firmado. Um dos principais opositores é o antecessor de Santos no cargo, Álvaro Uribe – sua gestão preferiu combater a guerrilha e o narcotráfico militarmente. Uribe defende que o acordo fez muitas concessões às Farc. Além de prever uma reforma agrária e o compromisso de erradicar a produção de drogas ilegais, o acordo prevê perdão para os guerrilheiros, exceto aos que cometeram crimes contra a humanidade, além de subsídios para que eles possam se integrar à sociedade civil. As Farc também teriam o direito de formar o próprio partido político. Uribe argumenta que não há garantia de que as Farc cumprirão a palavra e que o acordo apenas assegurava “a impunidade ao maior cartel de narcotráfico” do país.  A guerrilha, que se estende no país desde os anos 60, perdeu fontes de financiamento com o fim da Guerra Fria e passou a depender da produção e venda de cocaína prosseguir.