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Presidente do sindicato, Hélio Ferreira quer representar rodoviários na Câmara

Por Bruno Luiz

Presidente do sindicato, Hélio Ferreira quer representar rodoviários na Câmara
Foto: Divulgação
A Câmara de Salvador tem vereadores para todos os gostos. Há aqueles que representam o mundo animal, como a recém-eleita Marcelle Moraes (PV) e a reeleita Ana Rita Tavares (PMB), tem gente do showbiz e do “gueto”, caso de Igor Kannário (PHS), e a já famosa “vereadora do pessoal da igreja”, Kátia Rodrigues (PHS). Para a nova legislatura, que começa em 1º de janeiro de 2017, a Casa será palco para um representante de outra categoria: os rodoviários. Presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Hélio Ferreira (PCdoB) pretende defender em seu primeiro mandato os interesses da classe pela qual milita há mais de 20 anos. Entretanto, o comunista não pretende limitar sua bandeira aos rodoviários, mas defender também projetos para a melhoria do transporte público da capital baiana. Além disso, quer apresentar políticas públicas para a população que vive nas áreas periféricas da cidade. “O transporte é algo muito importante na cidade. É uma bandeira de grande importância para população e trabalhadores. Há muita carência nos transportes que precisam ser corrigidas. Não há reclamação somente da população, mas também dos trabalhadores, defender interesses da categoria. Trabalhadores de transporte são categoria essencial, precisam de melhores condições de trabalho, mais conquistas sociais e melhores salários. Há também muitos problemas nas comunidades. A gente pretende políticas públicas de incentivo a esporte, lazer, transporte público”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Ferreira credita seu envolvimento na política aos anos como sindicalista. De acordo com ele, a militância lhe deu a “formação política” necessária para ingressar na disputa pela vereança. “Costumo dizer que a gente foi formado no dia-a-dia, na militância, nas conquistas trazidas para os trabalhadores. A gente ganha a tarefa de representar os trabalhadores e a sociedade e o mandato é uma forma de luta política para os trabalhadores, a comunidade”, conta. Sobre fazer parte da bancada de oposição ao governo de ACM Neto (DEM), o comunista, que voltou à presidência do sindicato, confessa ainda não ter muita clareza sobre como vai atuar no bloco, que vai ter de enfrentar a maioria maciça de vereadores ao lado do democrata. “Sou vereador pela primeira vez. Não tenho conhecimento de como vai se dar essa situação. Acredito que a oposição vai ter seu papel definido”, disse.