CABEÇA-DE-PONTE
Em sua coluna diária publicada no jornal A Tarde, Samuel Celestino faz nesta terça-feira um apanhado da trajetória política da Bahia para analisar a atual idéia de “frente de esquerda” que se forma entre alguns políticos da cena, especialmente em Salvador. Assim como no restante do planeta, desde a queda do muro de Berlim, a idéia de direitistas e esquerdistas se diluiu, e no caso baiano os pólos clássicos da política mundial, em verdade, dividiam-se entre “carlistas” e “não-carlistas”. “Com a frustração do governo Waldir Pires/Nilo Coelho na Bahia, o carlismo voltou com força total. O Estado passara a ser um feudo político do carlismo e as forças que se compuseram contra ele passaram a se rotular de “esquerda” quando, na verdade, havia um conglomerado de partidos controlado pelo carlismo, ou de “direita”, como era tachado, e outro, anticarlista, ou “esquerda".