Duda Sanches vai disputar liderança do governo na Câmara; oposição diz não discutir nome
Por Bruno Luiz
Duda vai colocar o nome para ACM Neto | Foto: Divulgação / CMS
A próxima legislatura da Câmara de Vereadores começa apenas em janeiro de 2017, mas as movimentações que vão determinar quem assume as lideranças das bancadas de governo e oposição já começaram, após as eleições do último domingo (2). Vereador mais votado do DEM no pleito, Duda Sanches, que caminha para o segundo mandato, deseja assumir o posto hoje ocupado por Joceval Rodrigues (PPS). Em entrevista ao Bahia Notícias, o democrata, atual presidente da Comissão de Saúde, Planejamento Familiar, Seguridade e Previdência Social, afirmou já ter colocado o nome à disposição do partido. Duda também terá, em breve, um encontro com o prefeito reeleito ACM Neto (DEM), a quem cabe definir o nome para ocupar a liderança do governo na Casa. “Conquistamos muitas coisas importantes sob o comando de Joceval Rodrigues e Léo Prates [atual vice-líder de governo], mas entendo que é preciso oxigenar a política, mudar as lideranças”, disse. Ainda segundo Duda, o DEM, partido de Neto, tem “legitimidade” para pleitear o posto. “Somos o partido do prefeito e elegemos a maior quantidade de vereadores”, ressaltou. Atual vice-líder da bancada governista e aventado como um dos possíveis sucessores de Joceval, Léo Prates (DEM) descartou a possibilidade de disputar a liderança e novamente a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Planejamento (CCJ), que ocupa atualmente. “Eu acho que já cumpri com minha cota, assessorando meu líder Joceval Rodrigues. Acho que ninguém é eterno nos cargos que ocupa, tenho que dar espaço para outras lideranças”, afirmou. Segundo vereador mais votado da capital baiana, Luiz Carlos (PRB) disse ainda não pensar na liderança, mas não descartou colocar seu nome no bojo de candidatos. “Se o prefeito ACM Neto achar que devo participar, acreditar que tenho condições, eu irei”, garantiu. Na oposição, a vereadora reeleita Aladilce Souza (PCdoB), líder do bloco antes do atual comandante Sílvio Humberto (PSB), afirmou que a bancada ainda não iniciou as discussões sobre a sucessão na liderança. De acordo com ela, “é cedo” para se falar no assunto. A comunista, no entanto, desconversou quando questionada se deseja voltar ao posto. “Não é uma questão de desejo. O nome surge de uma discussão com a bancada. A gente ainda vai analisar a conjuntura, a situação política. Depois de muita discussão, teremos este nome”, afirmou.
