Superávit primário deve voltar a acontecer somente a partir de 2020, diz FMI
Foto: Divulgação / FMI
O Brasil só voltará a ter superávit primário nas contas públicas a partir de 2020, conforme previsão divulgada pelo relatório Monitor Fiscal, do Fundo Monetário Internacional. O documento foi lançado nesta quarta-feira (5). Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a avaliação do FMI aponta que as políticas fiscais expansionistas adotadas no país ao longo da maior parte da última década resultaram no declínio das contas públicas no país entre 2007 e 2014. Neste período, o governo acumulou dívida de 73% do PIB, o que equivale a "30 pontos percentuais mais alta que a média dos países emergentes". O fundo estima que a dívida bruta do setor público será de 78,3% do Produto Interno Bruto(PIB) neste ano e que alcançará 93,6% em 2021 – na semana passada, o Banco Central informou que a dívida atingiu o patamar inédito de 70,1% do PIB, para R$ 4,27 trilhões (em 2015, a marca foi de 66,5% do PIB). O presidente Michel Temer sinalizou que sem uma reforma fiscal, a dívida bruta do governo chegará a 100% do PIB em 2024, o que levaria o Estado à falência. "As dívidas pública e privada no Brasil aumentaram desde o meio dos anos 2000, alimentadas por uma explosão do crédito e por uma política fiscal pró-cíclica. A forte desaceleração no crescimento do crédito em 2015 exacerbou a recessão econômica, mas a fragilidade do saldo público limita a capacidade do país de amortecer o impacto da desalavancagem do setor privado", aponta o FMI.
