Hidra de Lerna: Ministério das Cidades afirma não ter sido notificado sobre operação
Foto: R.N. Latvian/ Panoramio
O Ministério das Cidades informou em nota oficial que não recebeu nenhuma notificação sobre a Operação Hidra de Lerna, deflagrada na manhã desta terça-feira (4), envolvendo recursos do ministério. As investigações apuram fraudes em licitações na pasta para beneficiar a agência de publicidade baiana Propeg, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de um esquema de financiamento ilícito de campanha. De acordo com informações do Bom Dia Brasil, da TV Globo, estão entre investigados os ex-ministros das Cidades, Mário Negromonte e Márcio Fortes, o governador da Bahia, Rui Costa. “Em poder das informações, a pasta terá condições de avaliar do que se trata e capacidade de instaurar, imediatamente, Processos Administrativos Disciplinares para investigar a denúncia”, afirma o ministério em nota. “O Ministério das Cidades ressalta a disponibilidade em colaborar com todas as informações necessárias para garantir eficiência e transparência na aplicação dos recursos citados”, conclui o comunicado. Ao todo, são 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em Salvador -- na capital baiana, além da Propeg, foram alvo a casa de Negromonte, no Edfício Maurice Ravel, no Itaigara; e as sedes do PT e da empreiteira OAS. A operação Hidra de Lerna é um desdobramento de fatos investigados pela operação Acrônimo, que entre os alvos o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Um dos delatores da Acrônimo, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, um dos homens fortes do governador mineiro, afirmou em depoimento que Fortes, ministro do governo Lula, recebeu R$ 1 milhão do esquema que resultou na contratação da Propeg pela pasta em 2010. Ainda de acordo com Bené, Negromonte, que substituiu Fortes no cargo, e o ex-deputado e ex-líder do PP na Câmara Pedro Corrêa, teriam recebido valor equivalente a 10% do contrato de publicidade cuja licitação teria sido fraudada.
