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Léo Prates comemora aumento de bancada; Sílvio Humberto lamenta perdas na oposição

Por Bruno Luiz

Léo Prates comemora aumento de bancada; Sílvio Humberto lamenta perdas na oposição
Foto: Montagem / Bahia Notícias
Além da vitória expressiva nas urnas, com 73,99% dos votos válidos, ACM Neto (DEM) deve navegar por águas tranquilas em seu mandato, a depender da composição da Câmara Municipal. O democrata terá na base aliada 31 vereadores, em um universo de 43 que compõem a Casa Legislativa. O número revela que o prefeito reeleito terá ao seu lado mais de dois terços dos legisladores, o que lhe deixa sossegado quanto à aprovação de projetos da gestão. De acordo com o atual vice-líder do governo, Léo Prates (DEM), o resultado foi “ainda melhor” que o esperado pelos governistas. “Neto saiu com a coisa mais importante, que são os dois terços. É 32 contra 11 [número de vereadores da oposição]. Então, temos folga, além dos dois terços, que são 29”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo Prates, o 32º elemento da base é Odiosvaldo Vigas (PDT), que ainda não se sabia se marcharia ao lado de Neto. “Odiosvaldo é da base. Até material com Neto fez”, confirmou Prates. O vice-líder da oposição ainda disse que a maior vantagem dos governistas na nova legislatura é a experiência acumulada pelos vereadores. “Temos articuladores mais experientes. Há quatro anos, eu estava entrando na Câmara, tive que aprender a articular. Agora, a gente já entra com bagagem. Estamos também com trânsito mais fácil, pois a renovação foi pequena”, avaliou. Já o líder da oposição, Sílvio Humberto (PSB) acredita que a perda de “companheiros importantes”, como Vânia Galvão (PT), Gilmar Santiago (PT) e Everaldo Augusto (PCdoB), que não conseguiram se reeleger, não deve enfraquecer a atuação dos oposicionistas na Casa. “Eles são companheiros e companheiras combativos e combativas. Isso, pra gente, é uma perda. Mas temos também a chegada de Hélio do Sindicato (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT). Numericamente, vamos ter problemas, as votações precisam de números. Mas, do ponto de vista qualitativo, não acredito nisso. Acho que é possível reconstruir com os que estão chegando”, ponderou. Segundo o socialista, a tônica da oposição será de diálogo com vereadores de atuação independente, como Hilton Coelho (PSOL) e Edvaldo Brito (PSD), para tentar recompor as perdas na base. Humberto desconversou, no entanto, sobre possíveis conversas para tentar cooptá-los para o bloco. “Certamente vamos fazer uma reunião com a bancada. Para poder projetar um cenário para o próximo ano. Ainda está nessa fase em que não sentamos para discutir. Vamos deixar serenar um pouco os ânimos. Mas as nossas posições coincidiram muito”, disse. Ele ainda defendeu um novo nome para a liderança da oposição, posto que ocupa atualmente, para o início da próxima legislatura. “Poder é bom quando você circula. É importante que haja essa rotatividade, o fortalecimento de outras vozes, de outras lideranças. Isso vai ser fruto de discussão”, garantiu.