Rodrigo Janot pede em parecer que STF mantenha prisão de José Carlos Bumlai
Foto: Lula Marques / AGPT
O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantivesse a prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sob justificativa de evitar a continuidade das práticas criminosas. O pedido foi feito por meio de um parecer, entregue nesta segunda-feira (26). No texto, Janot destaca que o próprio relator, ministro Teori Zavascki, já rejeitou um pedido anterior de liberdade do executivo. Segundo Janot, a defesa de Bumlai ataca a prisão preventiva do pecuarista, mas ele já havia sido condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e dez meses de prisão pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção passiva. Janot avalia que há risco de repetição dos crimes, já que as práticas imputadas a Bumlai são "sistêmicas", e lembrou que o pecuarista é réu em ação penal na Justiça Federal de Brasília por suposta tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato, junto com o ex-senador Delcídio Amaral e o ex-presidente Lula. "A gravidade concreta dos delitos cometidos por José Carlos Costa Marques Bumlai mesmo após o início das apurações envolvendo todos os investigados no âmbito da Operação Lava Jato é extreme de dúvidas (...)Todos estes fatores apontam que a liberdade do paciente representa ainda sério e concreto risco para a ordem pública, e a custódia cautelar é fundamental para impedir a continuidade delitiva", reforçou. De acordo com o Broadcast Político, Janot também mencionou o estado de saúde do pecuarista e defendeu que não há necessidade de prisão domiciliar com o término do tratamento médico.
