Debate na TVE: Segundo bloco é mais propositivo, mas tem críticas a BRT e PDDU
Por Luana Ribeiro
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
No segundo bloco do debate eleitoral realizado pela TVE, os seis candidatos presentes responderam a perguntas de personalidades baianas sobre temas diversos. O tema de mobilidade apareceu duas vezes, nas questões do radialista Mário Kertész e do reitor da Ufba, João Carlos Salles. Diferentes do primeiro bloco, as respostas foram mais propositivas, sem poupar, no entanto, críticas ao prefeito. Os candidatos do PDT, Pastor Sargento Isidório, e do PCdoB, Alice Portugal, apostaram na parceria com o governador Rui Costa, de quem tem o apoio no pleito. “Salvador é a pior capital no que tange a mobilidade urbana”, disse Isidório, que chamou o prefeito de “tranca-rua”. “Negando alvará para passarela”, citou, em menção às passarelas próximas às estações do metrô da região do Iguatemi. Alice também citou o metrô, propondo integração dos modais com o metrô e revisão da licitação do sistema público de transporte. Rogério Tadeu Da Luz (PRTB) fez críticas, por sua vez, ao projeto do BRT Lapa-Iguatemi apresentado na semana passada pelo prefeito. “Se já tem o metrô, porque, pelo amor de Jesus Cristo, prefeito, gastar dinheiro para ir de um lugar para o mesmo lugar”. Outro tema levantado foi meio ambiente. A educadora Makota Valdina, conhecida representante das religiões de matriz africana, questionou sobre a preservação da mata atlântica na cidade. Candidato do Psol, Fábio Nogueira defendeu rever o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e a Lei de Ordenamento de Uso e Ocupação do Solo (Louos), aprovada neste ano pela Câmara Municipal. Já Cláudio Silva (PP) aposta na inclusão, no currículo da rede municipal de ensino, de disciplinas e projetos destinados à educação ambiental. O tema da habitação também foi posto em debate, com pergunta da urbanista Glória Cecília. Célia Sacramento (PPL) criticou o “caos” na cidade no âmbito da moradia. “Em várias partes da cidade encontramos novos grupos habitando a cidade de forma desordenada, porque não existe uma politica municipal de habitação”, apontou. Ela propôs um estudo que alie moradia e mobilidade, evitando grandes deslocamentos na cidade.
