Secretário diz que críticas de arquitetos ao PDDU e à Louos têm 'discurso político'
Guanabara (de óculos) em sanção da Louos | Foto: Valdemiro Lopes
O secretário municipal de urbanismo, Sérgio Gunabara, refutou as críticas feitas ao PDDU e à Louos pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA), pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e pelo Sindicato dos Arquitetos do Estado da Bahia (SINARQ) (veja mais). Ele aponta que os argumentos usados pelos órgãos são "inverídicos" e têm "discurso eminentemente político". “Com um discurso eminentemente político, as entidades consideram "sem base técnica" um processo que durou dois anos - período de intensa discussão pública e de desenvolvimento de estudos técnicos nas mais diversas áreas”, disse Guanabara. Tanto o PDDU como a Louos foram aprovadas este ano pela Câmara e sancionadas pelo prefeito ACM Neto. As críticas aos projetos eram voltadas principalmente à verticalização permitida na cidade, principalmente na região da orla. Os órgãos arquitetônicos também reclamam da possibilidade de "pulverização de comércio em qualquer área" e criticaram a forma como a cidade está sendo preparada para os próximos anos. Qualquer nova construção na orla atlântica deverá obrigatoriamente realizar estudo de sombreamento para que a altura máxima do empreendimento seja estabelecida respeitando o não sombreamento das praias. As novas construções deverão atender também recuos e afastamentos entre prédios cerca de 30% maior do que no restante da cidade para salvaguardar a ventilação e o conforto ambiental urbano”, respondeu o secretário municipal.
