MPF argumenta que registro em nome da OAS 'é uma forma de ocultação da propriedade'
Por Guilherme Ferreira
Foto: Reprodução / G1
O procurador Roberson Pozzobon, do Ministério Público Federal (MPF), disse durante a apresentação da denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva, que o fato do registro do tríplex no Guarujá não estar no nome do ex-presidente é uma forma de ocultar a propriedade. O petista alega que o imóvel está em nome da empreiteira OAS para justificar a sua inocência. "Não teremos aqui provas cabais que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento", declarou o procurador, antes de falar que o registro não estar no nome do ex-presidente "é uma forma de ocultação da verdadeira propriedade". "Os contratos com as empresas que forneceram móveis não são contratos onde Lula ou a família aparecem ostensivamente, mas sim por intermédio da construtora da OAS. Na mudança da mesma forma", esclareceu. A denúncia apresentada nesta quarta-feira (14) aponta corrupção na aquisição de contratos pela OAS, além de lavagem de dinheiro na aquisição, reforma e mobília do tríplex e no custeio do armazenamento de itens pessoais em depósito em São Paulo. O procurador Deltan Dellagnol citou no início da apresentação que Lula era o "comandante máximo" e "grande general" do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
