Procurador acusa Lula de nomear diretores da Petrobras por interesses do PT, PP e PMDB
Por Guilherme Ferreira
Foto: Reprodução / G1
Durante a apresentação da denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mais sete pessoas, o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, acusou o ex-presidente de nomear diretores da Petrobras com o objetivo de atender a interesses do PT, PP e PMDB. Deltan lembrou que as duas últimas siglas eram adversárias na campanha presidencial de 2002 e depois se tornaram aliadas do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, a aliança foi formada por meio da promessa de pagamento de propinas. "Lula estava no topo da pirâmide do poder. No período em que foi estruturado o esquema criminoso do Petrolão, foi Lula que deu provimento aos altos cargos da administração pública federal", disse. "Lula nomeou esses diretores para que usasse seus cargos para arrecadação de propina. Sem o poder de decisão de Lula, esse esquema seria impossível", ressaltou. O procurador ainda apontou três fatores que tornaram Lula "o maior beneficiado" do esquema de corrupção: governabilidade corrompida, perpetuação criminosa no poder e enriquecimento ilícito. No início da apresentação, Deltan também classificou o ex-presidente como "comandante máximo" e "grande general" do esquema de corrupção na Petrobras (veja aqui). O petista foi denunciado por conta do repasse de recursos a partir da OAS para o presidente através de um tríplex na cidade do Guarujá, e da manutenção de acervo de objetos pessoais. A denúncia pede o confisco de R$ 87 milhões movimentados no esquema e o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 87 milhões.
