Principal aliado de Cunha, Marun nega movimentação para renúncia
Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o também peemedebista Carlos Marun (MS) alegou nesta segunda-feira (12) que vai insistir na tentativa de votar um projeto de resolução ao invés do parecer aprovado em junho, pelo Conselho de Ética, para tentar abrandar a pena que pode ser atribuída ao colega na sessão marcada para as 19h, quando a Câmara deve definir o futuro de Cunha. “Vamos tentar uma pena alternativa”, reiterou. Marun disse que só chegará à Câmara minutos antes da sessão. Ele contou à Agência Brasil que conversou com Cunha no início da manhã e descartou qualquer movimentação ou sinalização de uma possível renúncia. No plenário, o parlamentar quer usar os primeiros minutos para reforçar a tese de que não há provas concretas contra seu colega e tentar convencer outros deputados a flexibilizar as regras da Casa. Segundo ele, a estratégia não é a mesma adotada pelo Senado, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff, quando a perda do cargo foi apreciada separadamente da perda dos direitos políticos. “A questão do Senado é diferente. Considero até inconstitucional”, afirmou. Com um projeto de resolução, seria possível apresentar destaques e emendas que podem mudar o teor do relatório de Marcos Rogério (DEM-RO), no qual Cunha é acusado de mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, ao negar ser o titular de contas no exterior. O líder do PSOL, Ivan Valente (SP), contrário ao possível fatiamento engrossou o coro de adversários de Cunha. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Dilma foi julgada por crime de responsabilidade e o Cunha está sendo julgado aqui por quebra de decoro parlamentar. São duas coisas totalmente diferentes”, afirmou. Ivan Valente ainda destacou que, em casos de cassação, o que é votado é o parecer do relator no Conselho de Ética.
