Maioria dos candidatos à prefeitura vai à parada LGBT e garante propostas
Por Bruno Luiz / Guilherme Ferreira
Foto: Divulgação
Uma ligeira maioria dos candidatos à prefeitura de Salvador vai comparecer à parada LGBT, marcada para este domingo (11) com início na Praça do Campo Grande. Entre os sete postulantes ao Palácio Thomé de Souza, Alice Portugal (PCdoB), Fábio Nogueira (PSOL), Cláudio Silva (PP) e Célia Sacramento (PPL) estarão no evento. ACM Neto (DEM), Pastor Sargento Isidório (PDT) e Rogério Da Luz (PRTB) têm outra programação para a sua agenda eleitoral. Para o candidato do PRTB, que decidiu trocar a festa "mundana" pela ligação direta com o “Altíssimo” e neste domingo vai se dedicar ao “culto na Igreja e sair com a família”, a Parada LGBT não faz mais parte do seu “estilo de conduzir a vida”. “Domingo, eu já vou no culto da igreja. Separo para Deus e para mais ninguém. Gosto de oração, de meditar, de poder me ligar diretamente ao Altíssimo. Nesse dia, não faço nenhum de movimento político. Fico no meu culto”, confessou em entrevista ao Bahia Notícias. No entanto, Da Luz garante que a ausência na festividade não representa preconceito com a comunidade LGBT e diz ter um “posicionamento muito democrático com relação às pessoas”. “Sou a favor de Carnaval, Parada Gay, Marcha para Jesus, vários movimentos em que as pessoas podem manifestar seus desejos. Não tenho preconceito, nada contra, mas seria até hipocrisia ir para aparecer, para poder puxar voto, pensando só em política. Gosto de deixar o foco no que me interessa”, afirmou. Apesar de garantir não discriminar os LGBT, o candidato, caso eleito, não pretende incluir em seu programa de governo ações para a comunidade. Na avaliação dele, propostas neste sentido apenas contribuem para “criar problemas, ao invés de soluções”. “Como não tenho preconceito e acho que somos iguais, quando falo em qualquer tipo de descriminação, já estou tomando partido de ser diferente. Para mim, todo mundo é igual. Não gosto de incentivar essa diferença, não concordo com esse tipo de postura. Acho que ações do tipo, ao invés de ajudar, prejudicam. Essa divisão é um absurdo. Essas causas não somatizam para todos. Sou a favor de trabalhar para todas as comunidades, sem distinção. Eu, por exemplo, não sou nem Bahia nem Vitória, eu sou BaVi”, defendeu. Conhecido pelos posicionamentos polêmicos contra a comunidade LGBT, o candidato Pastor Sargento Isidório (PDT) também descartou comparecer ao evento de domingo. Autodeclarado “ex-gay”, o pedetista pretende “orar a Deus para ele abençoar as pessoas que quiserem ir lá”. Questionado sobre se, caso eleito, terá propostas de ações afirmativas para o segmento, o deputado estadual garante que adotará medidas “conforme preceitua Constituição”. “Prometo as mesmas ações que a todos os cidadãos guardados pela Constituição, isso é minha obrigação como prefeito. Essa questão de sexo é liberado, cada um faz o que quer. Eu só não posso é ir para a Parada Gay vestido de Carmem Miranda, aí pelo amor de Deus. Mas eles estão cobertos pelo guarda-chuva da Constituição. Eles pagam impostos, são cidadãos, têm direito aos serviços”, justificou.
Cláudio Silva marcou na sua agenda uma participação na parada LGBT. Mas, ao contrário da maioria dos concorrentes, ele não possui propostas específicas para essa parcela da população. Ele justifica que elaborou um plano de governo "geral" para a cidade, que deve incluir o segmento. "Não tem que ter tratamento diferenciado. Ela [população LGBT] deve estar inserida em uma forma natural na sociedade, e vão se inserir em todas as políticas públicas da cidade", destacou o político do PP. O progressista ressaltou, no entanto, que pretende desenvolver ações na área de educação para "conscientizar nossos jovens da opção de ser LGBT". Alice Portugal também confirmou que vai comparecer à parada LGBT para "saudar o movimento". "Todos os anos eu vou, e estarei novamente nos colocando em apoio à luta ao movimento". Ela pontuou, no entanto, que esse não será um lugar de campanha oficial. "É um espaço suprapartidário", explicou a candidata. Entre as propostas, ela destacou que são necessários avanços na educação para garantir o respeito para essa parcela da população soteropolitana. “Teremos um espaço institucional que realize políticas públicas para esse segmento. Políticas públicas na área de saúde, de combate à homofobia", exemplificou. Já Fábio Nogueira (PSOL) vai aproveitar a passagem do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) para ir à parada LGBT acompanhado do parlamentar. Na ocasião, ele vai também apresentar suas propostas para o segmento. "A gente está preocupado com a inserção no mercado de trabalho, principalmente para as trans", destacou o candidato. Ele revelou preocupação com o aumento no número de crimes de homofobia na capital baiana. "Precisamos de políticas que promovam o combate a esse tipo de situação", constatou. Entre as políticas, Fábio citou a incorporação de pessoas trans à Guarda Municipal. O candidato aproveitou para criticar o Plano Municipal de Educação, que foi aprovado na Câmara durante a gestão de ACM Neto (DEM) sem tratar especificamente de temas como gênero e sexualidade nas escolas. O atual prefeito, por sua vez, não vai comparecer à parada LGBT, mas promete cuidados com o segmento da população caso permaneça por mais quatro anos no executivo municipal. Em seu plano de governo, ele cita a criação de um conselho municipal de promoção da cidadania LGBT, um programa de combate à discriminação, um programa de empreendedorismo LGBT, além de apoio às paradas da diversidade nos bairros da cidade. Na tarde em que vai acontecer a parada LGBT, ele vai comparecer a um evento religioso na Fonte Nova. Célia também garantiu presença na parada LGBT e citou algumas das ações da atual gestão - da qual é vice-prefeita - para assegurar apoio à comunidade. "Criamos o Centro de Referência LGBT, no Rio Vermelho. No meu plano de governo, pretendo ampliá-los. Um no Subúrbio, outro em Cajazeiras e na região de Pau da Lima-São Marcos", disse. Ela ainda falou em ter discussões com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para combater a homofobia. "Pretendo abrir para a sociedade, a partir do poder público, amplas discussões para o entendimento abrangente", afirmou.
Cláudio Silva marcou na sua agenda uma participação na parada LGBT. Mas, ao contrário da maioria dos concorrentes, ele não possui propostas específicas para essa parcela da população. Ele justifica que elaborou um plano de governo "geral" para a cidade, que deve incluir o segmento. "Não tem que ter tratamento diferenciado. Ela [população LGBT] deve estar inserida em uma forma natural na sociedade, e vão se inserir em todas as políticas públicas da cidade", destacou o político do PP. O progressista ressaltou, no entanto, que pretende desenvolver ações na área de educação para "conscientizar nossos jovens da opção de ser LGBT". Alice Portugal também confirmou que vai comparecer à parada LGBT para "saudar o movimento". "Todos os anos eu vou, e estarei novamente nos colocando em apoio à luta ao movimento". Ela pontuou, no entanto, que esse não será um lugar de campanha oficial. "É um espaço suprapartidário", explicou a candidata. Entre as propostas, ela destacou que são necessários avanços na educação para garantir o respeito para essa parcela da população soteropolitana. “Teremos um espaço institucional que realize políticas públicas para esse segmento. Políticas públicas na área de saúde, de combate à homofobia", exemplificou. Já Fábio Nogueira (PSOL) vai aproveitar a passagem do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) para ir à parada LGBT acompanhado do parlamentar. Na ocasião, ele vai também apresentar suas propostas para o segmento. "A gente está preocupado com a inserção no mercado de trabalho, principalmente para as trans", destacou o candidato. Ele revelou preocupação com o aumento no número de crimes de homofobia na capital baiana. "Precisamos de políticas que promovam o combate a esse tipo de situação", constatou. Entre as políticas, Fábio citou a incorporação de pessoas trans à Guarda Municipal. O candidato aproveitou para criticar o Plano Municipal de Educação, que foi aprovado na Câmara durante a gestão de ACM Neto (DEM) sem tratar especificamente de temas como gênero e sexualidade nas escolas. O atual prefeito, por sua vez, não vai comparecer à parada LGBT, mas promete cuidados com o segmento da população caso permaneça por mais quatro anos no executivo municipal. Em seu plano de governo, ele cita a criação de um conselho municipal de promoção da cidadania LGBT, um programa de combate à discriminação, um programa de empreendedorismo LGBT, além de apoio às paradas da diversidade nos bairros da cidade. Na tarde em que vai acontecer a parada LGBT, ele vai comparecer a um evento religioso na Fonte Nova. Célia também garantiu presença na parada LGBT e citou algumas das ações da atual gestão - da qual é vice-prefeita - para assegurar apoio à comunidade. "Criamos o Centro de Referência LGBT, no Rio Vermelho. No meu plano de governo, pretendo ampliá-los. Um no Subúrbio, outro em Cajazeiras e na região de Pau da Lima-São Marcos", disse. Ela ainda falou em ter discussões com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para combater a homofobia. "Pretendo abrir para a sociedade, a partir do poder público, amplas discussões para o entendimento abrangente", afirmou.
