Padilha faz 'mea culpa' e admite que governo minimizou protestos
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Membro do núcleo duro do governo Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiu nesta quinta-feira (8), em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que a administração minimizou os protestos ocorridos nesta quarta (7), tanto na solenidade da Independência, em Brasília, quando na abertura da Paralimpíada, no Rio de Janeiro. "Quero fazer um mea culpa, todo protesto deve ser respeitado, é algo natural da democracia e assim deve ser tratado", afirmou. Nos dois eventos foram registrados protestos com vaias e gritos de “Fora Temer”. Segundo Padilha, no desfile da Independência, o responsável pelas manifestações negativas foi um grupo de 18 pessoas em um público de mais de 18 mil que assistiu à cerimônia. "Quando começou o barulho, vindo das arquibancadas, era de um grupo pequeno, mas temos de respeitar qualquer tipo de protesto”. O ministro informou que o governo vai tentar separar a "luta política dos protestos das manifestações que têm uma pauta de reivindicações". Quando os atos forem relacionados à "luta política" de grupos contrários ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a expectativa é que os partidos governistas respondam, já que não haveria outra medida cabível. “Mas quando for protesto com uma pauta de reivindicação, como a reforma agrária, vamos chamar estas pessoas para conversar no Palácio do Planalto, ouvi-los e buscar uma negociação". Segundo Folha, o governo quer evitar minimizar publicamente as manifestações contra o presidente Temer ao avaliar que este comportamento acaba estimulando o crescimento da adesão a este tipo de protesto. Esta orientação não foi seguida no Sete de Setembro.
