Fábio Nogueira aposta em 'momento novo' para superar últimos candidatos do PSOL
Por Guilherme Ferreira
Foto: Tiago Dias / Bahia Notícias
Nas últimas cinco eleições - seja para governador da Bahia ou para prefeito de Salvador -, os candidatos do PSOL não passaram de 3% dos votos válidos. Para 2016, Fábio Nogueira acredita que o "momento novo na política" vai contribuiu para ele superar essa marca e provocar um resultado "surpreendente" nas eleições. "A gente está vivendo um momento novo na política brasileira. há uma insatisfação generalizada com a velha política", analisou o postulante ao Palácio Thomé de Souza. Entre os fatores que contribuem para o novo momento, ele cita o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Isso de alguma maneira vai se traduzir na disputa eleitoral. É o momento do PSOL, é o momento de uma alternativa, é o momento de uma renovação. E com certeza o resultado eleitoral vai ser uma grande surpresa", explicou, citando os grupos sociais que o apoiam para explicar que representa um campo alternativo ao prefeito e candidato à reeleição ACM Neto e aos candidatos apoiados pelo governador Rui Costa. Em 2006 e 2008, Hilton Coelho se candidatou ao executivo. Em 2010 e 2014, foi Marcos Mendes que tentou ser governador pelo PSOL. Já em 2012, Hamilton Assis concorreu à prefeitura. Considerando os números pesquisa Ibope mais recente, a tendência é que Fábio Nogueira, em sua primeira vez como candidato em uma eleição, não vá além de seus correligionários. Ele não pontuou no levantamento divulgado nesta segunda-feira (6), assim como Célia Sacramento (PPL) e Cláudio Silva (PP). Mas o candidato acredita que a falta de experiência não é um grande obstáculo para a sua campanha. "Criei uma experiência no contato com os movimentos sociais. Do ponto de vista da gestão, acho que temos plena condição de gerir a cidade de Salvador. Principalmente pela opção que nós fizemos de gerir a cidade com as pessoas, em diálogo com a população", relata. Fábio confia em um resultado surpreendente, mas tem pouco menos de um mês - e menos de 1% nas pesquisas de intenção de voto - para mostrar que ele pode ser o responsável pela surpresa.
