PT leva ‘Diretas Já’ para eleições, mas se ausenta de protestos no Sete de Setembro
Por Bruno Luiz
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Aprovada pela Executiva Nacional do partido, a campanha do PT pela reedição do movimento “Diretas Já” vai entrar na pauta das campanhas eleitorais da sigla nos municípios baianos. E, envolvida com o pleito de 2 de outubro, a legenda não deve participar dos protestos contra o governo Michel Temer, previstos para esta quarta-feira (7) em Salvador. De acordo com o presidente do PT na Bahia, Everaldo da Anunciação, há “sintonia” da sociedade brasileira e baiana na desaprovação a Temer, que chegou à Presidência da República sob acusações de que teria tramado um “golpe” em forma de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, cassada pelo Senado na última quarta (31). “O primeiro passo [da campanha pelas Diretas Já] é a incorporação dessas bandeiras na campanha eleitoral para, depois, dar continuidade. Esse governo não tem legitimidade e vem com plano de governo que não foi eleito pelas urnas. Há uma sintonia da sociedade brasileira e baiana contra o golpe. Em Salvador, Temer tem a maior desaprovação entre as capitais”, afirmou, em referência a uma pesquisa do Ibope que apontou a capital baiana como a que mais reprova o governo Temer no país, com 53% de desaprovação. Ainda segundo Everaldo, o próximo passo do partido para dar andamento a campanha por eleições diretas é discutir como a proposta deve tramitar legalmente. “Uma reunião no próximo dia 16 com a Executiva Nacional vai discutir isso [tramitação legal]. Ainda não está decidido, mas, provavelmente, será por emenda popular”, explicou em entrevista ao Bahia Notícias. Sobre a ausência do partido nos atos contrários a Temer, contra quem PT e Dilma prometeram “incansável” oposição, Everaldo justificou que os esforços da sigla estão voltados para as eleições. “É uma questão mais de apoio moral, orientação para apoiar. A nossa participação não está prevista, até porque é um momento de eleições em todos os municípios, há uma dispersão das lideranças”, explicou.
