Hashtag: Suspeitos presos cogitaram uso de arma química nos Jogos Olímpicos
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O grupo que foi preso em julho pela Polícia Federal durante a Operação Hashtag, por suspeita de planejar ataques terroristas no Brasil, cogitou usar armas químicas em um ataque durante os Jogos Olímpicos. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, os suspeitos planejavam contaminar uma estação de abastecimento de água. "Ótima oportunidade para matar americanos, iranianos, shiitas, saudis etc", disse um membro do grupo, por meio do aplicativo Telegram, no grupo fechado Jundallah (Soldados de Deus). "Já imaginaram um ataque bioquímico, contaminar as águas em uma estação de abastecimento de água?", afirmou Alisson Luan de Oliveira, o “Allison Mussab”. "Fazer tipo um progrom contra os kaffirs [infiéis], entraria pra história. Ou, caso for exagero demais, faríamos um ataque mais simples". Ele se referia, na realidade, a um pogrom, como é chamado um ataque violento maciço a determinados grupos. O termo tem origem no século 19, com a perseguição a judeus na Rússia e outras minorias étnicas da Europa, mas começou a ser u sado em outros contextos que buscam o extermínio em massa. A sugestão do ataque ocorreu após outro membro do grupo, Mujahid Joelson Abdu-Salvador, que a PF acredita ser de Angola, questionar: "Não haverá nenhum presente pros kuffar [infiéis] nestas olimpíadas?". Ele continua a provocação: "A vossa oportunidade de conseguir entrar no paraíso de Allah está naquela olimpíada". Outra proposta foi colocada por Hortêncio Hioshitake, o “Teo Yoshi”. Ele aposta em um atentado semelhante ao ocorrido nos EUA em 2013, deixando três mortos e 264 feridos. "Ou fazer igual os chechenos naquela maratona de Boston”, afirmou. Mara Salvatrucha (nome de uma gangue que atua nos EUA e na América Central) indagou ao grupo: "Vcs sabem fazer bombas caseiras, certo?”. Teo então alertou que esse planejamento precisa ser feito às escondidas e salienta que eles são vigiados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e pela PF. Na mesma conversa, o usuário Nur Al Din transmite uma receita para fazer pólvora. Salvatrucha volta à conversa e explica o passo a passo para fazer uma bomba caseira.
