Com termo ‘golpista’ barrado, campanha de Alice garante que crítica continuará nas ruas
Por Guilherme Ferreira
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O impeachment foi aprovado nesta quarta-feira (31), mas a campanha de Alice Portugal não pode tratar do tema em seu programa eleitoral usando o termo 'golpista' para se referir ao prefeito ACM Neto - como já foi feito. A proibição foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), em decisão liminar (entenda aqui). Mesmo assim, um dos coordenadores da campanha da candidata, Vicente Neto, garante que a convicção da deputada "não vai mudar um milímetro" e afirma que ela vai seguir expressando sua opinião em outras oportunidades. Ele também levantou a possiblidade do PCdoB recorrer da decisão judicial que proíbe o uso dos termos “golpista” e “golpe” para falar do democrata, mas não assegurou que o partido vá adotar tal medida. "Ainda que não possamos usar no programa de TV, nosso discurso não será censurado e nós fazemos uma campanha muito mais corpo a corpo, com caminhadas, conversas...e nossa convicção não vai mudar um milímetro", declarou. Vicente disse que discorda da restrição ao programa eleitoral por não estar "em consonância com as tradições democráticas brasileiras". Ele ainda espera que possa voltar a fazer a campanha de Alice sem restrições dos recursos. “Os exames dos recursos estão sendo feitos. É natural do direito você se defender e recorrer de decisões tomadas em primeira instância. É uma possiblidade real”, explicou. ACM Neto já ganhou outras decisões judiciais contra a campanha da adversária. Elas impedem, por exemplo, que o programa eleitoral da comunista repercuta as suspeitas de Célia Sacramento sobre o aumento do patrimônio do prefeito e de que obras da atual gestão foram superfaturadas.
