Senadores contestam decisão de Lewandowski; destaque exigirá quórum de dois terços
Foto: Reprodução / TV Senado
Após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que coordena a sessão de julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff, aceitar o requerimento de votar em separado a inabilitação, na forma de destaque (clique aqui), os senadores questionaram o magistrado sobre a decisão e sobre o procedimento de votação. Em resposta, Lewandowski afirmou que será necessário quórum de dois terços do plenário para votar tanto o quesito ressalvado o destaque (a cassação em si) e a inabilitação por oito anos para ocupação de cargos públicos. Um dos senadores a questionar a aceitação do requerimento foi Ronaldo Caiado (DEM-GO). Caiado argumentou que ocorrerá o fatiamento do crime e perguntou quando foi apresentado o destaque, para se certificar se o aparte seguia os prazos regimentais. Já Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que indagou sobre o procedimento, fez críticas à votação separada, que considerou “um absurdo”. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", declarou, em menção ao fato de que, mesmo sem a inabilitação ser aprovada pelo Senado, isso ocorreria de qualquer forma, por conta da Lei de Ficha Limpa. Após a manutenção da separação, o senador Omar Aziz (PSD-AM) perguntou se a mesma medida poderia ser aplicada ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando for votada sua cassação. Lewandowski afirmou que não se pronunciaria sobre isso, se atendo à análise do impeachment.
