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Renan admite que atuou para livrar Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo de indiciamento

Renan admite que atuou para livrar Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo de indiciamento
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) admitiu durante a sessão do impeachment nesta sexta-feira (26) que interferiu para "desfazer" o indiciamento da senadora Gleisi Hoffmann e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. "Isso não pode acontecer, como a senadora pode fazer uma declaração dessa? Exatamente, senhor presidente [Lewandowski], uma senadora que há trinta dias o presidente do Senado Federal conseguiu no Supremo Tribunal Federal  desfazer o seu indiciamento e do seu esposo. Isso não pode acontecer isso é um espetáculo triste que vocês estão dando ao país", afirmou Renan, que já havia criticado a atuação dos parlamentares no julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff ao comparar o debate com um hospício (veja mais). A fala do presidente do Senado aconteceu em resposta à reclamação feita por Gleisi nesta quinta-feira (25). "Qual é a moral que tem os senadores aqui para dizer que ela é culpada, para cassar? Quero saber. Qual é a moral que vocês têm?", declarou a petista. Em nota, Renan esclareceu a sua fala e disse que as intervenções foram feitas em nome do Senado Federal. "As intervenções do Senado Federal são impessoais, transparentes e ditadas pelo dever funcional no intuito de defender a Instituição e as prerrogativas do mandato parlamentar".