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Impeachment: Gleisi pede suspeição de testemunha por ajudar a redigir acusação

Impeachment: Gleisi pede suspeição de testemunha por ajudar a redigir acusação
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado
O segundo dia de julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff começou às 9h46, desta sexta-feira (26), com 46 minutos de atraso. Nesta quinta, começaram a ser ouvidas as testemunhas de acusação arroladas no caso, ao longo de 15 horas de debate – depuseram o procurador do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Júlio Marcelo de Oliveira, e o auditor do TCU, Antônio Carlos D'Ávila. Colocado em suspeição por já ter se manifestado nas redes sociais favoravelmente ao impeachment, Júlio Marcelo foi rebaixado à condição de informante no processo. No início da sessão, Gleisi apresentou uma questão de ordem para estender à medida a D’Ávila, argumentando que o auditor revelou ao senador Randolfe Rodrigues (Rede -  AP) que participou da redação da peça acusatória contra Dilma, pelo procurador Júlio Marcelo. Questionado posteriormente, ele confirmou ter ajudado o Ministério Público Federal a redigir a peça. Houve diversas discussões entre os congressistas, com direito a troca de ofensas, como foi o caso de Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Ronaldo Caiado (DEM- GO), que fez o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, suspender a sessão. Nesta sexta, estão previstos os depoimentos das testemunhas de defesa: Luiz Gonzaga Belluzzo, doutor em economia pela Unicamp; Geraldo Luiz Mascarenhas Prado; consultor jurídico; Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento e da Fazenda; Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal; Luiz Cláudio Costa, ex-secretário-executivo do Ministério da Educação; e Ricardo Lodi, advogado e doutor em direito tributário.