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Trade turístico defende melhorias de Centro de Convenções antes de busca por novo local

Por Rebeca Menezes

Trade turístico defende melhorias de Centro de Convenções antes de busca por novo local
Foto: Divulgação
O trade turístico de Salvador não está satisfeito com as quedas na taxa de ocupação hoteleira com o fechamento do Centro de Convenções. Por isso, a ideia do governo do Estado de debater a construção de um novo empreendimento na região da Cidade Baixa não tem agradado ao setor. Nesta segunda-feira (15), o governador Rui Costa voltou a defender a instalação de um novo prédio no bairro do Comércio ou na península de Itapagipe (entenda aqui). De acordo com o presidente da Salvador Destination, Paulo Galdenzi, antes de se pensar em um novo local, é preciso retomar a força que o turismo de negócios teve um dia na capital baiana. “Achamos que tem que consertar o atual Centro de Convenções, fazer uma boa reforma, melhorias e colocar para funcionar. Quando essa reforma for feita e nós reconquistarmos a nossa posição de 3º lugar na realização de eventos brasileiros, aí se estuda pra ver se é necessário, estuda um local para fazer outro. Hoje estamos em 8º lugar. Precisamos reconquistar nosso lugar”, avaliou. Segundo Galdenzi, que é ex-secretário de Turismo do estado, um novo lugar traria ainda um outro problema: a hotelaria de Salvador está distribuída, em sua maior parte, na orla entre os bairros da Barra e Itapuã e na região da Tancredo Neves, tornando a posição do atual centro estratégica para o setor. “Essa é a região para o Centro de Convenções, no meio do caminho entre a Barra e o aeroporto”, defendeu. Para ele, é possível que uma mudança traga ainda mais perdas à estrutura hoteleira da capital. “Nós já estamos perdendo. O centro tem que voltar a funcionar. Depois que tudo acontecer, aí sim. Não é hora de pensar em outra coisa”, pontuou. Segundo Pesquisa Conjuntural de desempenho (Taxinfo), o setor hoteleiro conseguiu um leve crescimento da taxa de ocupação em julho graças às férias escolares da Região Sudeste e de países da América do Sul. Contudo, a melhora só beneficiou os polos que abrigam os hotéis voltados ao turismo de lazer e praia. De acordo com a seção baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, os empreendimentos direcionados para o turismo de negócios continuam sofrendo com a baixa ocupação, principalmente os localizados na região Stiep-Pituba, mais próxima do atual Centro de Convenções.