Empreiteiras pagam indenizações informais a executivos por delação, diz coluna
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Executivos da OAS e Odebrecht ameaçam uma rebelião com a possibilidade de acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, os funcionários tem se mostrado desconfortáveis com o planejamento das duas companhias em relação aos depoimentos. A tensão é maior na OAS. Há divergências quanto ao foco que se dará na participação dos acionistas da família Mata Pires nas irregularidades, o que acaba ampliando o peso sobre os executivos da empreiteira. Já na Odebrecht, eventuais levantes estão sendo evitados a partir de um programa informal de indenizações milionárias pagas aos diretores, que também tem sido praticado na Andrade Gutierrez. As duas empresas estão garantindo anos de remuneração aos gestores, considerando que com as delações, suas carreiras serão inviabilizadas.
