Testemunhas dizem que Leonardo caiu de balaustrada; socorrista conversou com vítima
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Moradores da região em que o estudante e promotor de eventos Leonardo Moura foi encontrado, no dia 9 de julho, afirmaram à polícia que o viram caindo da balaustrada que fica na praia do Alto da Sereia, no Rio Vermelho, em Salvador. As testemunhas entraram em contato com os investigadores quando a equipe fazia a reconstituição do atendimento feito ao jovem de 29 anos. Na manhã desta sexta-feira (15), agentes da 1ª Delegacia de Homicídios (1ª DH/Atlântico) e do Departamento de Perícia Técnica (DPT) foram ao local acompanhados de um dos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atenderam Leonardo. Segundo a Polícia Civil, enquanto buscava vestígios do que ocorreu, o grupo foi abordado pelas supostas testemunhas. Elas foram encaminhadas para o  Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestaram depoimento. “Uma das testemunhas contou que viu Leonardo andando na calçada, cambaleando, sozinho, e, instantes depois, já estava caído de bruços na areia da praia, bem onde fica uma vala de esgoto”, contou a delegada Mariana Ouais. Ao verem a queda, os moradores teriam acionado policiais militares para auxiliarem no socorro do estudante. De acordo com a delegada Maria Ouais, os PMs já estão sendo identificados e serão chamados para depor no DHPP sobre o caso. Peritos do DPT identificaram que a altura entre a balaustrada e a praia é 4,7 metros, mas a polícia espera imagens do local e prontuários do Samu e do Hospital Geral do Estado, para onde Leonardo foi encaminhado. Os socorristas que o atenderam também foram ouvidos pela delegada e contaram que chegaram ao local, que fica próximo ao restaurante Sukiaki, por volta das 6h10. “Ele estava lúcido. Perguntei nome, idade, endereço e ele respondeu tudo”, afirmou o técnico Márcio Santiago, que depois de verificar os sinais vitais, passou a seguir o protocolo de trauma. A vítima foi imobilizada e levada, para a unidade móvel, na prancha rígida, contando com a ajuda dos policiais militares. Márcio disse que chegou a perguntar o que havia acontecido a Leonardo, mas ele disse se lembrar apenas que estava caminhando na calçada. Santiago disse ainda, que não viu nenhum hematoma correspondente a uma agressão no corpo de Leonardo. “Se ele tinha escoriações, eram tão discretas, que não vimos. Ele não queria ser levado para o hospital, pedia para ir para casa”, explicou o socorrista. 

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