CNI volta atrás e diz que presidente ‘jamais’ defendeu aumento na jornada de trabalho
Foto: David Alves / Palácio Piratini
Após a polêmica declaração em que defendeu o aumento da jornada semanal de trabalho de 44 para 80 horas (leia aqui), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse em nota que o presidente Robson Braga Andrade “jamais defendeu o aumento da jornada de trabalho brasileira”. No pronunciamento em que tentou voltar atrás na declaração de Andrade, a entidade ainda destacou que a jornada de trabalho é limitada pela Constituição Federal e disse ter “profundo respeito pelos trabalhadores brasileiros e pelos direitos constitucionais, símbolo máximo das conquistas sociais de nossa sociedade”. “Nós aqui no Brasil temos 44 horas de trabalho semanais. As centrais sindicais tentam passar esse número para 40. A França, que tem 36 horas, passou agora para 80, a possibilidade de até 80 horas de trabalho semanal (sic, são 60 horas) e até 12 horas diárias de trabalho. A razão disso é muito simples, é que a França perdeu a competitividade da sua indústria com relação aos outros países da Europa. Então, a França está revertendo e revendo as suas medidas para criar competitividade. O mundo é assim. A gente tem que estar aberto para fazer essas mudanças. E nós ficamos aqui realmente ansiosos para que essas mudanças sejam apresentadas no menor tempo possível”, afirmou o presidente a jornalistas, segundo a nota.
