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Comissão de orçamento da CMS aprova íntegra de projeto da LDO enviado pelo Executivo

Por Estela Marques

Comissão de orçamento da CMS aprova íntegra de projeto da LDO enviado pelo Executivo
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada pelo Executivo foi aprovada integralmente pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara Municipal de Salvador (CMS). A LDO do próximo ano prevê queda de arrecadação de 8,7% em relação a 2016 e receita corrente de R$ 5,503 bilhões. Em termos de tributos, a prefeitura estima receita de R$ 2,33 bilhões. Quanto às operações de crédito em contratos de financiamento - empréstimos por adquirir - e transferência de capital - em convênios com Estado e União -, a receita é estimada em R$ 565 milhões. De acordo com o presidente do colegiado, vereador Cláudio Tinoco (DEM), foram apresentadas 17 emendas, mas nenhuma delas eram compatíveis com a legislação: 13 delas não se enquadravam ao plano plurianual 2014-2017 e outras quatro faziam supressão do texto da lei e desconfiguraria o texto original. "As emendas propunham ampliação das ações e metas. Verdade que se a gente acolhe, primeiro teria que ter poder discricionário para selecionar o que poderia ser incorporado, mantendo o equilíbrio fiscal. A LDO tem objetivo de estabelecer metas fiscais e o Executivo tem domínio. Nelas são fixados resultlado primário, nominal. Incorporar série de programas e metas pela vontade do legislador pode provocar desequilíbrio e comprometer indicadores e metas fixadas no projeto original", explicou. Entre as metas estabelecidas, de acordo com Tinoco, estão o investimento de R$ 769 milhões em obras de requalificação da orla marítima, melhoria de 20 mil unidades habitacionais e implantação de 20% do corredor de BRT Iguatemi-Lapa. Também estão previstos construção e reforma de 50 escolas e 15 Centros Municipais de Educação Integrada; construção de quatro unidades da família, uma Unidade de Pronto Atendimento, quatro multicentros e mais de 50% do Hospital Municipal de Salvador, além da estabilização de 10 mil m² de encostas. A prefeitura deve renunciar ainda R$ 13,8 milhões em 2017, para incentivo ao desenvolvimento integrado e sustentável de áreas carentes de Salvador e à cultura local, através do Viva Cultura (ainda em tramitação na CMS). O parecer sobre a LDO deve ser publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (6).