Estrada Real: Após convênio de R$ 2,4 mi, projeto pode ter novo rumo com mapeamento
Por Luana Ribeiro

Trecho na Serra do Tombador, em Jacobina | Foto: Antônio Espinheira/CBPM
Os resultados iniciais do levantamento, feitos pelo escritor Ubaldo Marques Porto Filho, foram reunidos no livro Estrada Real da Bahia, em 2015. Até 2008, quando o valor foi liberado pelo MinTur, existia uma indicação do trajeto feito pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, feita em 2003, que apontava rotas que passavam por 28 municípios da Chapada e 14 na Baía de Todos os Santos. Das quatro cidades constantes no convênio, apenas duas são listadas nessa primeira relação, ainda sem comprovação histórica: Lençóis e Maragogipe. De acordo com a documentação reunida no memorial após o levantamento em campo, feito em 2014, já na gestão Pedro Galvão, foi verificado que as primeiras indicações construiriam um trajeto falso, não correspondendo exatamente ao da verdadeira Estrada Real. O real caminho ainda está sendo mapeado e, de acordo com Brust, a expectativa é de que o georreferenciamento da etapa Jacobina – Rio de Contas seja concluído no final deste ano. Após o término desta fase, porém, a Setur ainda vai avaliar a viabilidade do projeto. "O objetivo deste estudo é identificar as coordenadas exatas do Caminho Real. A CBPM já produziu um relatório relativo ao trecho compreendido entre Rio de Contas e Jacobina. Ao final, indica a necessidade de maior adensamento de informações entre os trechos reconhecidos e cadastrados. Ou seja, os dados disponíveis são rigorosamente preliminares. Nossa equipe técnica acompanha este processo com todo interesse, a fim de analisar a viabilidade do projeto; seu custo-benefício em esferas público e privada, assim como sua adequação ao orçamento da Setur", explica a pasta em nota. Durante a discussão do projeto, ao longo da última década, também foi debatida a necessidade de criação de um instituto voltado para a promoção da Estrada Real da Bahia como um novo destino turístico no estado, a exemplo do que ocorreu em Minas Gerais, onde as rotas de ouro e diamante já se consolidaram como atração de turistas. Em outubro de 2012, ainda com Leonelli como titular, a criação da entidade chegou a ser discutida em audiência pública na Câmara dos Deputados – e assim como Minas Gerais, a expectativa era de construir o entendimento junto à iniciativa privada. De acordo com a Setur, este continua sendo o entendimento da secretaria. "A idéia de criar aqui um Instituto da Estrada Real foi inspirada na bem sucedida experiência de Minas Gerais, onde a iniciativa privada participou e ainda atua de forma eficiente na linha de frente deste trabalho. O modelo criado em Minas eliminou os entraves burocráticos da administração pública".
