Daniel Almeida defende candidatura única e lamenta falta de definição sobre eleições
Por Estela Marques / Rebeca Menezes
Foto: Bruno Concha / Ag. Haack / Bahia Notícias
Para o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, as comemorações da Independência da Bahia são não apenas a junção do civismo e da defesa da liberdade, como adquirem uma “dimensão maior” em anos eleitorais. Presente no festejo deste ano, o comunista lamentou que ainda não haja definições sobre os candidatos à prefeitura de Salvador, mas defendeu que os entraves fazem parte do jogo político. “Infelizmente as conversas que estamos fazendo não permitiram uma conclusão definitiva até hoje, como era o desejo. Mas elas continuam e nós temos um tempo aí no mês de julho para amarrar as coisas. Espero que um tempo mais curto”, explicou. Para o deputado, porém, as chances de uma candidatura única da deputada federal Alice Portugal (PCdoB) como nome da oposição ainda não está descartada, já que conversas bilaterais poderiam conseguir “mais resultado do que essas reuniões coletivas”. “A nossa luta e crença é que haja unidade em torno da candidatura de Alice. É esse o nosso objetivo. Respeitamos posições de diferenciação e reconhecemos algumas dificuldades como algo legítimo do processo político, mas o esforço é de unidade e acho que o caminho que vai prevalecer é esse”, avaliou. Almeida falou ainda sobre a tese de que as proporcionais tivessem influenciado na decisão do PT não fechar apoio para Alice. “Todos os pleitos são legítimos, mas o que deve prevalecer é o conceito de fortalecer o projeto, tanto da chapa majoritária quanto proporcional. E pra isso nós precisamos do maior número possível de candidatos a vereador. Eles são a base principal de sustentação do projeto. Então qualquer movimento de restringir o número de vereadores não é bom. Por isso que nós estamos insistindo em mais chapas próprias de vereadores”, pontuou.
