‘Decepção’ com cenário político mingua protestos no 2 de Julho, avalia CUT
Por Luana Ribeiro / Bruno Luiz
Foto: Jefferson Peixoto / Ag Haack / Bahia Notícias
Tímidos, os protestos de movimentos sociais durante as celebrações do Dois de Julho neste sábado (2) foram esvaziados pela decepção da “classe trabalhadora com as atuais crises política, social e econômica que afetam o país”, de acordo com o presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Neste dia da Independência da Bahia, as tradicionais manifestações se reduziram a atos políticos de apoio a pré-candidatos a prefeito e vereadores de Salvador nas eleições deste ano, como mostram as declarações do próprio líder da CUT, que se resumiu a desferir ataques contra o governo interino de Michel Temer. “O país, nos últimos anos, nunca cresceu tanto, conseguiu gerar tanto emprego, fazer a inclusão social e inclusão de renda. Hoje, a nossa decepção é com um governo golpista, de direita. Com uma política que não é a que os trabalhadores votaram. Querem impor à nossa população os desmandos do capital como, por exemplo, a flexibilização das leis trabalhistas e a retirada de todos os direitos da classe trabalhadora. Hoje, os trabalhadores estão gritando ‘Fora, Temer’”, afirmou o líder da CUT na Bahia. Ainda de acordo com Silva, reuniões com todas as categorias de trabalhadores discutem paralisações e mobilizações pelo Brasil para construção de uma greve geral. “Se for possível irmos para greve geral, a gente vai. A população, em todo o Brasil, insatisfeita com o atual governo golpista, está construindo essa greve geral. Temos um calendário de lutas e pautas”, declarou.
