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Araújo nega controle de Wagner sobre conselho e diz que coletiva foi 'grand finale' de Cunha

Por Guilherme Ferreira

Araújo nega controle de Wagner sobre conselho e diz que coletiva foi 'grand finale' de Cunha
Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), negou as acusações de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de que o ex-ministro Jaques Wagner exerça controle sobre o colegiado (veja mais). Ele ainda se referiu à entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (21) como o "grand finale" do presidente afastado da Casa. "Ninguém manda em mim. Quem manda em mim sou eu mesmo. Isso aí é desespero de Eduardo Cunha", acusou Araújo. O parlamentar baiano ainda lembrou dois encontros com Wagner depois que ele se tornou ministro na gestão de Dilma Rousseff, mas afastou a possibilidade de terem conversado sobre o Conselho de Ética. "Depois que ele passou a ser ministro, estive com ele duas vezes. Ele como ministro da casa civil e eu como deputado para tratar de assuntos de interesse do estado", disse. Na entrevista de hoje, Cunha o acusou de atrasar a ação contra ele no Conselho de Ética para chamar atenção (veja mais). “Digo que ele abria a geladeira para ter a luz na frente”, alfinetou o deputado afastado. Em sua defesa Araújo apontou que Cunha foi o autor das manobras que fizeram o processo ser o mais longo da história do colegiado.  "O processo demorou tanto tempo por culpa dele. Manobrou de todo jeito. O relator pediu tempo e eu deixei porque estava previsto no regimento da Casa", declarou o presidente do Conselho de Ética, lembrando os adiamentos da sessão que votou o parecer contra Cunha.