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Placa de inauguração resume situação política de Dilma: preside, mas não governa

Por Fernando Duarte

Placa de inauguração resume situação política de Dilma: preside, mas não governa
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA
No último domingo (5), o governador Rui Costa (PT) inaugurou a duplicação da Avenida Orlando Gomes em Salvador, cuja parcela dos recursos teve origem no governo federal. No ato, como de praxe, houve o descerramento da placa da obra, com o nome dos gestores que contribuíram com o projeto e, no topo, aparece o nome da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Não há nada de ilegal ou imoral no ato. Seria até esperado que a presidente afastada ainda mantivesse o nome em placas de obras cujo planejamento e boa parte da execução tenham sido executados antes da saída – ainda que temporária – de Dilma do Palácio do Planalto. Porém, no contexto em que o Brasil convive com dois presidentes, um interino e em exercício e outra afastada, a placa com o nome de Dilma carrega um simbolismo emblemático para quem a vê. O governo de Rui Costa prefere reconhecer a presidente afastada Dilma Rousseff à interinidade de Michel Temer (PMDB) no Palácio do Planalto, ao menos em inaugurações realizadas no interstício entre a saída temporária da correligionária e a votação definitiva pelo Senado. Além do que sugere um cenário há muito reclamado pela oposição: Dilma preside o país, mas não o governa. Inclusive, chegou a imagem chegou ao Bahia Notícias com o tom de chacota daqueles que são contrários ao retorno da petista ao poder. Em outras palavras, uma mesma placa traz signos para agradar aliados e opositores.