Ex-delegado-chefe da Polícia Civil critica rigor do MPF em caso dos 'grampos de ACM'
Foto: Geraldo Magela / Ag. Senado
O delegado da Polícia Civil e ex-assessor técnico da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Valdir Gomes Barbosa, criticou a manifestação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), que pediu na última sexta-feira (13) a condenação dele e do ex-vice diretor da Central de Telecomunicações da SSP, Alan Souza de Farias, no caso dos 'grampos de ACM' (veja mais). Valdir se diz supreso com o fato de que outros réus do esquema de escutas telefônicas ilegais foram inocentados enquanto o MPF segue exigindo a condenação dele e de Alan. Em nota, ele cita que o Supremo Tribunal Federal (STF) não acolheu o processo contra Antônio Carlos Magalhães e que Kátia Alves foi absolvida. "Mais me surpreende o fato de que, àquele de quem se disse mandante do crime em tela, ACM, a Suprema Corte lhe fez isentado; sua capataz, Katia Alves, dita responsável por determinar cumpríssemos a ordem, foi absolvida pelo Juízo que agora recebe o comentado pedido de condenação; todos os demais acusados, da mesma forma. Entretanto e em contrapartida se sugere que, para nós, a pena se revista do maior rigor", relata Valdir. O MPF pediu que os dois réus sejam condenados a quatro anos de prisão, além da perda do cargo ou função pública.
