Antes de votação, Renan Calheiros defende parlamentarismo e reforma política no país
Por Fernando Duarte, de Brasília / Guilherme Silva
Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (11) que um eventual novo governo de Michel Temer deve promover uma reforma política no país para evitar que as crises se tornem recorrentes. "É preciso fazer as reformas que o Brasil necessita, algumas reformas estruturais, principalmente a reforma política", disse Renan. Antes dar início à sessão que vai votar o afastamento da presidente Dilma Rousseff, ele ainda foi enfático na defesa do parlamentarismo no Brasil. "Eu sou parlamentarista e vou continuar parlamentarista, sobretudo quando vejo o presidencialismo, que é fator de estabilidade, balançar. Isso me faz cada vez mais parlamentarista", bradou o presidente do Senado. Renan ainda lamentou que o impeachment tenha avançado no Congresso. "É um processo longo, traumático e não produz efeitos imediatos. Em todos os momentos eu torci para que esse processo não chegasse no Senado Federal", afirmou. A sessão no Senado começa pela manhã e cada parlamentar inscrito na lista de oradores terá direito a falar por 15 minutos. A votação acontece por painel eletrônico. Para a aprovação ou reprovação do impeachment, é necessária maioria simples dos senadores, ou seja, 41 votos. Renan acredita que a votação deve ser concluída ainda hoje e ele deve notificar a presidente nesta quinta-feira (12) caso o afastamento seja aprovado. "Peço a Deus para conduzir o Senado com a mais absoluta isenção. Vamos terminar a votação ainda hoje. Não tenho receio dessa lei de 1950, que é a raiz desse problema. O impeachment está na raiz de nossa história e do nosso retrocesso. Esse momento só ajudará o Brasil, no aperfeiçoamento das instituições se a democracia sair mais forte", disse.
