Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

'Não vamos incendiar o país', garante líder do governo no Senado

'Não vamos incendiar o país', garante líder do governo no Senado
Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado
Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-CE) adotou um tom de oposição ao vice-presidente Michel Temer, que deve assumir o Planalto em caso de impeachment, mas se posicionou contrário a uma oposição radical à eventual nova gestão. “Não vamos incendiar o Brasil, afirma. O congressista, no entanto, deixou claro que não há possibilidade de conciliação do PT com a administração peemedebista. “Primeiro, a gente tem que dizer que vai fazer oposição, não faz nenhum sentido imaginar que o PT vai colaborar com um governo que é fruto de um golpe contra o PT. Não há essa hipótese de sentar para conversar com o Temer”, afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo. Questionado sobre uma repetição do “Fora FHC” direcionado à Temer, Costa pontuou que “o PT aprendeu com a experiência de governo”. “Não vamos fazer uma oposição em abstrato, como ‘ah, derruba o Temer’. Se a gente quer avançar, vai ter que ser em cima das visões das concepções”. Caso Temer decida levar à frente à CPMF, proposto pela presidente Dilma Rousseff, o senador pretende “denunciar” a incoerência, já que a medida foi combatida pela oposição, em sua classificação, de forma “hipócrita e irresponsável”. Costa aposta, no entanto, que a bancada petista pode trabalhar pela aprovação do tributo. Apesar de apontar “golpe” no processo de impeachment, o senador admitiu que há “os erros do PT”. “Acho que o PT surgiu do ponto de vista político para construir uma nova cultura política num país que sempre foi marcado pelo mandonismo, fisiologismo, assistencialismo. No entanto, o PT, ao chegar ao poder, de certa forma se adaptou à estrutura existente”, avaliou, para acrescentar: “Pode existir gente que se beneficiou pessoalmente [em esquemas como o mensalão]. Ou gente que, mesmo no interesse do partido, possa ter concordado com algumas práticas que nunca foram as que o PT defendeu. Por isso que digo, do ponto de vista estrutural, a questão é essa. É o PT não ter entendido que tinha que ter patrocinado outro modelo, outra cultura”. O líder também elencou defeitos da presidente Dilma Rousseff. “Dilma é uma pessoa que tem uma dificuldade de dialogar, de ouvir, é o perfil dela, com todo o respeito. Ela não se adaptou a um modo de fazer política que existe no Brasil. Não estou falando que tinha que fazer qualquer concessão à corrupção, nada disso. Mas no Brasil, nesse modelo de presidencialismo de coalizão, você tem que ter uma relação que tem que conviver e ter ao seu lado gente que pensa e age de maneira diferente”. Para ele, ela é “muito diferente do Lula”. “E infelizmente isso vale muito mais do que a gente pensa”.