Deputado prepara ato para garantir manutenção de privilégios de Cunha
Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
O primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Beto Mansur (PRB-SP), afirmou nesta sexta-feira (6) que a Mesa Diretora prepara um ato para garantir parte dos privilégios recebidos por Eduardo Cunha como presidente da casa, cargo do qual foi afastado por decisão judicial, que também suspende seu mandato. "Vamos tentar fazer algo parecido com o que acontece com a Dilma. Ela poderá ser chefe de um poder afastada e mantém prerrogativas. Cunha é chefe de um poder afastado e também deverá manter parte das prerrogativas", explicou Mansur. Atualmente, além do salário de R$ 33.763, Cunha tem direito a foro privilegiado, residência e carro oficial da presidência, acompanhamento por equipe de seguranças, direito a uso de jato da Força Aérea Brasileira (FAB), cota parlamentar para custeio de passagens aéreas, gasolina, gastos com telefone e escritório parlamentar em seu estado, além de verba de gabinete de R$ 92.053,20 para pagamento de assessores. Segundo informações do portal G1, não há, porém, concordância em torno do assunto entre os técnicos da Diretoria-geral e da Secretaria-Geral da Câmara. Na manhã desta sexta-feira (6), predominava a opinião de que Cunha deveria perder todos os benefícios, permanecendo apenas com o foro privilegiado, que permite que ele continue sendo investigado pela PGR e julgado pelo STF. Já a secretaria-geral previa que, enquanto o mandato esteja suspenso, Cunha manteria todos os privilégios."O Supremo tomou uma decisão inédita. Não tem previsão na lei e no regimento sobre isso. Por isso, estamos elaborando o ato da Mesa", explicou o primeiro-secretário da Câmara.
