Delegado afirma que não havia lesões em jovem agredido em Petrolina
Foto: Reprodução/ Blog do Carlos Britto
O delegado Daniel Moreira, responsável pelo caso de agressão ao estudante de psicologia Anderson Veloso, que denunciou ter sido sequestrado, agredido e estuprado em Petrolina, afirmou nesta quinta-feira (5) que não foram constatadas lesões. De acordo com o Blog do Carlos Britto, ele ainda não teve acesso a perícia, mas obteve a informação extraoficialmente. “Não havia lesão corporal, nem anal como a vítima alega ter sofrido. Acredito que possa estar havendo algum exagero. Acredito que ele foi sequestrado sim, mas o médico legista não verificou vestígios de violência anal, já que a vítima diz que houve violação com um pedaço de galho (no ânus). Este tipo de lesão é característico, mesmo com três ou quatro dias ainda fica algum vestígio. Ele sofreu um crime homofóbico, mas ainda não sabemos em que grau”, relatou. O jovem relatou o crime, que ocorreu no último sábado (30), em sua página no Facebook. De acordo com Moreira, o jovem faltou duas vezes ao exame sexológico e traumatológico. “Tem algumas coisas estranhas. Não sei o que está acontecendo, a vítima procurou a delegacia na segunda-feira e a encaminhamos para fazer o exame sexológico e traumatológico, e a vítima, simplesmente, não foi fazer. A vítima foi orientada a comparecer no dia seguinte para formalizar seu depoimento e também não foi. Tentamos contato e não conseguimos, fomos à casa dele (Anderson) e à Univasf para podermos encaminhá-lo à perícia”, apontou. Apesar de ter afirmado em entrevista ao jornal Extra que poderia haver relação entre o caso de Anderson e outro registrado em um bairro vizinho. “A gente não tem registros de crimes homofóbicos. Tivemos um registro recente, mas acredito que foi aleatório. Mas, pelo que ouvimos da vítima, os agressores pensaram que o estudante fosse homossexual. Mas ele nem é, inclusive reagiu e os agressores fugiram. Acredito que não há relação entre os casos”, informou.
