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Delação que cita propina a Cunha poderá entrar em processo no Conselho de Ética

Delação que cita propina a Cunha poderá entrar em processo no Conselho de Ética
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Com o fim do capítulo do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, deputados voltam as atenções ao processo que pode culminar na cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em andamento no Conselho de Ética. Por conta do feriado desta quinta-feira (21), o colegiado só volta a se reunir na próxima semana. No entanto, antes disso, o relator Marcos Rogério (DEM-RO) pode decidir se incluirá a delação premiada de Ricardo Pernambuco Júnior, executivo da Carioca Engenharia, no âmbito da operação Lava Jato, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo assessores, Marcos Rogério ainda aguarda a chegada de novos documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da própria Corte para decidir sobre esta inclusão, pedida pelo deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), suplente no conselho. Funcionários do gabinete do relator explicaram à Agência Brasil que algumas informações solicitadas pelo parlamentar já foram entregues pela Justiça, mas neste rol ainda não está incluída a declaração de Pernambuco Júnior, de que pagou propina a Cunha no valor de R$ 52 milhões, divididos em 36 prestações, para que empresas acessassem recursos do Fundo de Investimento do FGTS. A cautela é para que, no caso de estar sob sigilo, a inclusão da delação, que seria considerada prova ilícita, não comprometa o processo que já se arrasta há cinco meses. Críticos de Cunha acusam aliados e o próprio presidente da Casa de adotar manobras para protelar os trabalhos, como recursos que foram apresentados pelo advogado de defesa, Marcelo Nobre, e alguns integrantes do colegiado que resultaram na retomada de fases das atividades do processo.