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Para sindicalista, processo de impeachment coloca país ‘em uma encruzilhada’

Por Alexandre Galvão/ Marcos Maia

Para sindicalista, processo de impeachment coloca país ‘em uma encruzilhada’
Foto: Alexandre Galvão/ Bahia Notícias
O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, acredita que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) coloca o Brasil “em uma encruzilhada”. “Nós corremos um sério risco de ter um governo do Michael Temer (PMDB), que já apresenta em seu programa uma pauta extremamente regressiva para os trabalhadores que inclui ampliação da terceirização e fim da exclusividade da Petrobras na exploração do Pré-sal. Ao mesmo tempo propõe flexibilização da CLT, a possibilidade de que os sindicatos deixem de participar das negociações coletivas”, disse ao Bahia Notícia nesse domingo (17), durante as manifestações contra o impedimento que acontecem no Farol da Barra, em Salvador.  Para Vasconcelos, o processo é um “golpe” com objetivo de “facilitar os interesses das grandes corporações econômicas”. “Não é a toa que a Fiesp, os grandes setores que defendem o patronato e as grandes elites econômicas do país, estão defendendo a deposição da presidenta da república sob a qual não para nenhum crime de responsabilidade”, argumentou. De acordo com o sindicalista, as “Pedaladas Fiscais”, que justificam o processo, não pode ser caracterizada como crime contra a lei orçamentária. “Ela [a Pedalada] pode inclusive representar uma alteração na aplicação orçamentária para facilitar a implementação de programas sociais”, acrescenta. Ele afirma que existem sim motivos para criticar o governo, e acredita que, independente do resultado da votação na Câmara, as mobilizações devem continuar. "Aconteça o que acontecer, a mobilização alcançada por essa massa de trabalhadores, movimentos populares, da luta do campo e da cidade, ela tem que permanecer nas ruas para cobrar do governo a implementação de mudanças, e ao mesmo tempo para defender a nossa democracia. Se derrotarmos o golpe hoje, não tenha dúvidas, haverá ainda insistência de setores que não aceitam os resultados das ruas para tentar inviabilizar a gestão”, opinou.