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Coordenador da CTB diz que impeachment seria ‘perda de direitos dos trabalhadores’

Por Francis Juliano / Jamile Amine

Coordenador da CTB diz que impeachment seria ‘perda de direitos dos trabalhadores’
Foto: Max Haack/Ag Haack / Bahia Notícias
O coordenador da Frente Brasil Popular e da Central dos Trabalhadores Brasileiros, Aurino Pedreira, presente nas manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em Salvador, avalia que a deposição significaria um retrocesso nos direitos trabalhistas. “O que está por trás desse processo não é nenhuma luta contra corrupção. Há um processo de reformas regressivas que estão sendo postas. A primeira delas, perigosa e que a população ainda não conseguiu perceber é a constituição do nosso país, que eles pretendem efetivamente reformar. Dentro da pauta do vice-presidente atual, Michel Temer, fala-se de reforma trabalhista e da previdência social. E todas as duas propostas apresentadas são muito alinhadas com o pensamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Confederação Nacional da Agricultura, que coordena o agronegócio. São medidas do ponto de vista de perda de direitos dos trabalhadores. Mexem no FGTS, mexem em férias. Naquilo que for discutido com o patrão vai prevalecer mais do que a legislação vigente, a CLT, então não temos dúvidas de que no momento de crise econômica eles vão se apoderar para fazer as mudanças, e há muito tempo nós temos resistido e lutado”, avalia Pedreira, destacando, no entanto que na Bahia a posição da Federação das Idnústrias é mais equilibrada. “A Fieb não tem se posicionado em posição similar à Fiesp. Você tem segmentos da Fieb que pensam nos dois campos. Um acha que a derrubada do governo seria o melhor e outros percebem que a derrubada do governo não vai traduzir isso. Muito pelo contrario, vai colocar o pais em uma reta muito incerta. Esse movimento está na raiz quebrando a Constituição Federal, e tudo que começa onde a legalidade não é respeitada não termina bem”, conclui Aurino Pedreira.